Treinar em jejum, vale arriscar?

O exercício físico tem como base o gasto calórico investido pelo organismo nos movimentos realizados, sendo que normalmente o total calórico de uma sessão de treino será linear à intensidade de esforço empregada. Mas esse gasto calórico pode vir da queima de carboidratos, gorduras e proteínas. Uma estratégia empregada e ainda em discussão para queimar principalmente a gordura é o treinamento em jejum.

A metodologia mais simples é, pela manhã, sair para treinar sem a ingesta alimentar, com exceção de água, ou no máximo, uma dose de café sem açúcar. É indicado pelos defensores da estratégia realizar esforços progressivos, tanto no tempo de atividade quanto na intensidade.

O jejum é caracterizado como o período a partir de 4 a 6 horas sem ingesta alimentar, desenvolvendo o quadro de pouca insulina circulante e aumento dos hormônios do estresse, com glucagon, adrenalina, cortisol e hormônio do crescimento. Esse quadro induz o consumo de gordura e proteína preferencialmente. Se esse quadro for mantido de forma crônica, o organismo tentará manter o suprimento de glicose para as funções vitais, para tanto, reduzirá o metabolismo basal e diminuirá a massa tecidual metabolicamente ativa.

O embasamento teórico para treinar em jejum parte do princípio que o organismo empregará mais gordura para realizar os esforços durante a sessão de treino, pois a reserva de glicose está baixa e é necessário manter as funções primordiais à sobrevivência.

O treinar em jejum ainda passa por uma discussão bem polarizada: de um lado o foco em saúde critica a estratégia pelos efeitos colaterais; do outro, o foco em performance afirma que a metodologia funciona, mas deve ser realizada cuidadosamente. A dica é conversar com seu treinador e nutricionista, para decidir se é possível aplicar essa idéia ou se na prática, não terá efeitos significativos.

Fonte: Exercícios físicos pela manhã em jejum?

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